Então todos os anciãos de Israel se congregaram, e vieram a Samuel, a Ramá, e disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações. Porém, esta palavra pareceu má aos olhos de Samuel. E Samuel orou ao Senhor. E disse o Deus a Samuel: ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles. Conforme a todas as obras que fizeram desde o dia em que os tirei do Egito até ao dia de hoje, a mim me deixaram, e a outros deuses serviram…
I Samuel 8:4-8
E se levantaram de madrugada; e sucedeu que, quase ao subir da alva, chamou Samuel a Saul ao eirado, dizendo: Levanta-te, e despedir-te-ei. Levantou-se Saul, e foram ambos para fora, ele e Samuel. E, descendo eles para a extremidade da cidade, Samuel disse a Saul: Dize ao moço que passe adiante de nós (e passou); porém tu espera agora, e te farei ouvir a palavra de Deus. Então tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e beijou-o, e disse: Porventura não te ungiu o Senhor por capitão sobre a sua herança?
I Samuel 9:26-27 e 10:1
Analisando a história de vida de Saul, fiquei pensando outro dia: podem nossas escolhas mudar o rumo das escolhas de Deus? Suas escolhas têm um propósito ou estão à disposição do acaso?
Deus escolheu Saul para reinar sobre Israel, no entanto, a trajetória do primeiro líder do povo de Deus foi marcada por inúmeras ações contrárias à vontade do próprio Deus, como pode ser constatado no primeiro livro de Samuel, levando aquela nação a grandes sofrimentos. Teria Ele escolhido errado? Certamente que não. Então como explicar?
A maioria de nós tem uma ideia equivocada a respeito de Deus. Vemo-lo como um pai bonachão que só se preocupa em agradar seus filhos e manter-lhes satisfeitos em sua infinita lista de desejos. Não imagino que essa seja a postura correta de nem mesmo de um pai natural, imagine a de um Pai celeste, um Deus perfeito em tudo que faz.
Israel já tinha um Rei, Aquele que está acima de todos os reis deste mundo. Aquele que os libertou milagrosamente de um cativeiro de séculos, que provou sua soberania até sobre as forças da natureza para proteger o objeto de seu amor. Mas eles queriam um rei de carne, queriam se igualar aos outros povos. Não reconheciam a majestade do Deus que chamavam de seu.
Deus não é um pai bonachão, mas muitas vezes nos dá o que tolamente pedimos, ainda que isso nos seja nocivo, para nos ensinar uma lição de dependência e submissão a Ele. Suas escolhas para nós são sempre acertadas e têm como propósito o nosso crescimento.
Que aprendamos o significado da gratidão e do reconhecimento de quem é Deus, de fato, em nossas vidas: mais do que um rei, um Pai amoroso e cuidadoso, mas também justo e disciplinador.
ótima iniciativa para o blog.. não sei se combinamos em todas as idéias, mas estou ansiosa em ler teus posts aqui.. bjos mil..